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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dar suporte às práticas de comércio: o trabalho mais fácil da TI


Há muita gente insinuando uma falsa dicotomia: a de que, no futuro, a TI vai precisar dar suporte às práticas de comércio em vez dos processos de comércio. Como se o futuro fosse tão simples... Ele não será. Assim como todas as expansões anteriores da esfera de responsabilidades da TI, vamos dar suporte às práticas de negócio em conjunto com tudo o mais que estamos fazendo, em particular processos de comércio.
A diferença é que nosso histórico de apoio aos processos de comércio define o caminho em direção ao nosso futuro apoio às práticas de comércio. Tudo que temos de fazer é reconhecer a mudança. O resto é apenas uma questão de ter o pacote correto e o bom senso de deixarmos nossa evolução ocorrer.
A crescente esfera de responsabilidades da TI
A história da TI se arrasta por um grande escopo.
Primeiro, começamos no processamento de transações contábeis. Depois adicionamos o suporte à fabricação, distribuição, cadeia de suprimentos, recursos humanos e outras partes do comércio, utilizando quase que a mesma abordagem para projetos de sistema, pois todos eles usam o mesmo paradigma: apresente telas com entradas de dados, alimente uma base de dados por meio da postagem de transações e utilize a base de dados para gerar relatórios.
Depois, os computadores pessoais nos arrastaram, debaixo de chutes e gritos, para dentro do mundo dos dados não estruturados e de interações entre humanos, onde nos achamos dando suporte a programas de processamento de textos, planilhas eletrônicas, apresentações, e-mail, conferências pela internet (arrepios) e sistemas telefônicos. Pior que isso, a World Wide Web nos empurrou para dentro de colaborações cara-a-cara com o marketing, onde as exigências são modificadas pelo menos a cada estação e o fato de não querer utilizar Macintoshes é uma falha de caráter. Nesse entremeio também fomos enfiados no suporte para análise e os armazéns de dados precisavam habilitar a reutilização dos dados que já havíamos ajudado a coletar. Comparado ao quão bem demos suporte ao processamento de transações, enquanto quase fizemos as pazes com o marketing e a Web, nós nunca dominamos a análise e os dados não estruturados.
Tudo isto tem a ver com a diferença entre os processos de comércio e as práticas, esta última definindo o caminho a ser seguido.
Os processos de comércio e as práticas
Como mencionei antes, o trabalho é organizado ao longo de um continuum, com os processos de comércio de um lado, e as práticas de comércio do outro. Os processos se resumem a seguir uma sequencia de etapas padrão, especificadas em detalhes, para criar resultados repetitivos e previsíveis. Isso é o que você precisa para produção em massa e isto fornece o benefício adicional de tornar os funcionários intercambiáveis.
Práticas não tornam os funcionários intercambiáveis. Longe disso – enquanto elas envolvem uma sequência padrão de etapas, elas são especificadas somente em um alto nível, não em detalhes. Os detalhes por si só dependem da situação, do conhecimento, julgamento, experiência e especialidade do praticante.
Práticas são o que você precisa entregar personalizadas, adaptadas, cheias de características e com resultados de alto valor. Você precisa ainda mais delas quando seu objetivo é vencer estrategicamente seu concorrente – quando a previsibilidade é uma forma garantida de perder.
Aqui está como isto se conecta: os sistemas de processamento de transações são exatamente o que o processo de comércio precisa na forma de suporte de TI. Olhe para onde a indústria tem focado seu pensamento e está tudo lá: o projeto do processo de comércio tem as teorias, os sistemas de processamento de transações, os diagramas de fluxo de dados, análise e projetos orientados por objetos e projetos com análises orientadas por serviços e projetos com padrões de normalização para projetos de dados como suporte. Além disso, sob o capô, temos os monitores de processamento de transações, sistemas de gestão de base de dados relacionais e linguagens projetadas com o processo de transação em mente.
"Excelente artigo de Bob Lewis, publicado no site CIO, antecipando o papel de TI e a interação com a área de negócios. De fato nada vai continuar como hoje." Eduardo Faddul

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